O Traceroute, ou *tracert* para utilizadores do Windows, é uma ferramenta essencial para a resolução de problemas de rede, juntamente com o *ping*. Essencialmente, o traceroute mapeia o caminho que um computador percorre para alcançar outro. Esta ferramenta é valiosa não só para verificar a conectividade, mas também para revelar a rota percorrida e quaisquer obstáculos no caminho. No entanto, apesar da sua utilidade, o traceroute tem limitações. Felizmente, muitos programadores criaram versões melhoradas. Este artigo explora algumas das melhores alternativas ao traceroute, incluindo ferramentas de interface gráfica, linha de comandos e opções online.
Antes de apresentar as 5 melhores alternativas, vamos explicar o que é o traceroute e como funciona, as suas limitações e as possíveis melhorias. O objetivo é delinear o que seria um “traceroute ideal”. Após esta análise teórica, vamos analisar as alternativas, que incluem três ferramentas instaláveis localmente e duas ferramentas online.
O que é um Traceroute?
A definição de traceroute da Wikipedia é concisa: “Traceroute é uma ferramenta de diagnóstico de rede que mostra a rota e mede os atrasos de trânsito de pacotes numa rede IP.” Apesar de precisa, esta descrição não detalha totalmente o seu funcionamento. Essencialmente, o traceroute indica o endereço IP de cada router entre o seu computador e o destino, bem como o tempo de resposta de cada um.
O traceroute é uma ferramenta antiga, lançada em 1987, há mais de 30 anos. É também muito comum: introduzido no Unix, está presente em sistemas semelhantes ao Unix, como Linux e macOS, e foi adaptado ao Windows sob o nome *tracert*. O traceroute é uma ferramenta essencial para administradores de rede, mas o seu funcionamento nem sempre é compreendido, o que pode levar a mal-entendidos sobre os seus resultados. Por exemplo, o caminho pode ser assimétrico, com rotas diferentes para o tráfego de entrada e saída, o que a ferramenta não deteta.
Como Funciona o Traceroute?
A Internet, ou qualquer rede IP, é composta por routers interligados. Estes routers comunicam entre si, trocando informações sobre redes alcançáveis e construindo tabelas de encaminhamento. Quando um pacote chega a um router, ele encaminha-o para o próximo router no caminho. O router só conhece o próximo destino, não o percurso completo.
Para limitar atrasos devido a muitos saltos, cada pacote tem um campo TTL (Time To Live). O TTL, apesar do nome, indica a distância, não o tempo. Ao sair da origem, o TTL é definido como 32. Cada router diminui o TTL em um. Quando o TTL atinge zero, o router não encaminha o pacote, mas envia uma mensagem ICMP “Time Exceeded” para a origem.
O traceroute explora este sistema para funcionar. Envia um pacote com TTL=1. O primeiro router diminui o TTL e responde com “Time Exceeded”, revelando o seu IP. O processo repete-se, incrementando o TTL, até o destino ser alcançado. O traceroute também mede o tempo de resposta de cada salto e, muitas vezes, usa o DNS para mostrar o nome de domínio completo (FQDN) de cada router.
Quais são os Problemas do Traceroute?
Em termos simples, não há nada fundamentalmente errado com o traceroute. No entanto, poderia ser melhorado. Algumas das suas limitações são:
O traceroute apenas mostra o caminho para o destino, não o de volta. Isto é problemático quando a rota de retorno tem atrasos. O traceroute mede o tempo de resposta, mas não distingue atrasos na ida ou na volta, o que pode levar a resultados enganosos.
Em destinos com balanceamento de carga, cada pacote pode ser enviado para um host diferente, resultando em dados imprecisos.
Alguns routers, por segurança, não respondem às requisições do traceroute, que os ignora, reportando-os como inacessíveis.
Um “Traceroute Melhorado”?
O uso do traceroute nem sempre é excitante, e muitos sonham com uma versão melhor. Felizmente, alguns programadores desenvolveram alternativas.
Algumas alternativas têm melhorias estéticas, como interfaces gráficas mais agradáveis. Outras oferecem funcionalidades úteis, como informações detalhadas sobre cada salto, incluindo o proprietário e localização do router através de geolocalização por IP. Outras ferramentas ainda mapeiam o percurso, facilitando a visualização do caminho.
As Melhores Alternativas ao Traceroute
Analisámos várias alternativas ao traceroute. Algumas são muito diferentes do original, enquanto outras oferecem melhorias menores. Selecionamos as que têm melhores funcionalidades, reputação ou são mais usadas.
Incluímos ferramentas instaláveis localmente e ferramentas online. As ferramentas locais são úteis para redes corporativas, ajudando a identificar problemas como latência. As ferramentas online são úteis para resolver problemas como respostas lentas de sites, podendo ser executadas a partir de vários servidores.
1. Traceroute NG da SolarWinds (Download Gratuito)
A SolarWinds é conhecida por ferramentas de gestão de rede. O Traceroute NG utiliza a tecnologia SolarWinds Netpath para rastrear TCP e ICMP continuamente, afirmando ser mais rápido do que outros utilitários e retornando resultados em segundos. A velocidade pode variar dependendo da rede.

O Traceroute NG não só é mais rápido, como também fornece mais informações. Para cada salto, utiliza o *ping* para mostrar a perda de pacotes, o tempo de resposta atual e médio, e um gráfico de latência. Utiliza também pesquisa de DNS reversa para mostrar o FQDN de cada salto. Outra funcionalidade importante é a deteção automática de mudanças de caminho. Se houver vários caminhos para um host, a ferramenta exibe-os separadamente. O utilizador pode escolher entre usar pacotes TCP ou ICMP, o que é útil se algum dispositivo bloquear ICMP. O Traceroute NG também regista os resultados num arquivo .txt.
A ferramenta executa-se no Windows, mas é principalmente baseada em texto, apesar de estar numa janela. A ferramenta não requer instalação, mas precisa do Winpcap, que é instalado automaticamente se necessário.
TRACEROUTE NG (link oficial para download)
2. Open Visual Traceroute
O Open Visual Traceroute é uma ferramenta baseada em GUI disponível para Windows, Linux e macOS. É gratuita, de código aberto e licenciada sob LGPL V3.

O Visual Traceroute exibe o caminho dos dados num mapa 3D (ou 2D) e pode ser ampliado para qualquer nível de detalhe. Inclui também um *packet sniffer* (que mostra os dados enviados e recebidos) e um recurso Whois, que extrai informações de nomes de domínio.
3. MTR (My Traceroute)
Originalmente desenvolvido por Mike e chamado Mike’s Traceroute, o MTR existe desde 1997. Combina a funcionalidade de traceroute e *ping*.

O MTR começa como um traceroute, descobrindo o caminho da rede, mas depois envia solicitações ICMP ECHO para cada salto, medindo a qualidade de cada ligação e exibindo as estatísticas. O MTR funciona em Linux e pode ser usado com uma GUI ou pela linha de comandos.
4. Ferramenta de Rota de Rastreamento Visual Online Monitis (Ferramenta Online)
A Monitis, uma empresa TeamViewer, oferece uma plataforma de monitorização de desempenho de sites. A Ferramenta de Rota de Rastreamento Visual Online mapeia a rota entre o servidor da Monitis e o host especificado.

A ferramenta mostra as informações em forma de tabela e num mapa. O mapa nem sempre mostra todos os saltos, pois nem todos podem ser geolocalizados. A tabela tem três separadores (Estados Unidos, Europa e Ásia/Pacífico), mas não parece que os testes sejam feitos de locais diferentes.
5. G-Suite.Tools Visual Traceroute (Ferramenta Online)
O site G-Suite.Tools oferece várias ferramentas de rede, incluindo uma ferramenta de rastreamento visual. Basta inserir um IP ou FQDN para que um mapa exiba a rota.

Além do mapa, é apresentada uma tabela com o IP, FQDN (quando disponível) e tempo cumulativo de cada salto. O site fornece informações úteis sobre o processo de traceroute. O G-Suite.Tools oferece ainda outras ferramentas, como pesquisa de DNS e Whois, *ping*, localização de IP e verificação de e-mail.
Conclusão
O Traceroute é uma ferramenta de diagnóstico essencial e continuará a ser. As versões melhoradas tornaram-no ainda mais útil. Apesar de haver mais de 5 alternativas, selecionámos as melhores para apresentar aqui. Contudo, existem muitas outras ferramentas de traceroute disponíveis.