Teste de Penetração: 6 Etapas para Segurança Cibernética Imbatível

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By luis

A segurança absoluta em sistemas digitais é uma utopia. O teste de penetração, também conhecido como “pentesting”, surge como um processo especializado, dedicado a analisar, avaliar e fortalecer cada componente de um sistema informático contra potenciais ataques cibernéticos. Empresas frequentemente recorrem a programas de recompensas por bugs (bug bounty) para identificar falhas de segurança em seus sistemas. Profissionais de segurança cibernética, com expertise em testes de penetração, descobrem e reportam essas falhas de forma legal, dentro do contexto desses programas. Mas, como esse processo realmente funciona?

1. Coleta e Rastreamento de Informações Passivas

A primeira etapa em um programa de recompensa por bugs e teste de penetração envolve a coleta de informações sobre o sistema alvo. Dada a variedade de métodos de ataque e teste, o profissional de pentesting deve priorizar suas ações com base nas informações coletadas, determinando assim a abordagem mais adequada.

Esta fase foca na extração de detalhes cruciais sobre a infraestrutura do sistema, como nomes de domínio, faixas de rede, roteadores e endereços IP dentro de seu escopo. Além disso, quaisquer informações que possam facilitar um ataque bem-sucedido, como dados de funcionários e números de contato, também devem ser coletadas.

Dados obtidos de fontes abertas durante esta fase podem revelar informações críticas. Para isso, o hacker ético precisa utilizar diversas fontes, com ênfase no site da organização alvo e em suas plataformas de mídia social. Ao reunir diligentemente essas informações, o testador cria a base para um programa de recompensas por bugs eficaz.

No entanto, a maioria das organizações estabelece regras específicas para o testador durante um programa de recompensas por bugs. É essencial, do ponto de vista legal, respeitar esses limites.

2. Coleta e Varredura de Informações Ativas

O testador de penetração identifica os dispositivos ativos e passivos operando dentro de um intervalo de IP, geralmente a partir da coleta passiva realizada durante o programa de recompensa por bugs. Com base nessas informações, o pentester precisa traçar um caminho, priorizando e determinando quais testes são necessários.

Nesta fase, é comum que o profissional obtenha dados sobre o sistema operacional (SO), portas abertas, serviços e suas versões em sistemas ativos.

Além disso, se a organização que solicita o programa de recompensa por bugs permitir legalmente o monitoramento do tráfego de rede, informações importantes sobre a infraestrutura do sistema podem ser coletadas. Contudo, a maioria das organizações não concede essa permissão. Nessas situações, o testador de penetração não deve ultrapassar os limites estabelecidos.

3. Etapa de análise e teste

Nesta fase, o testador, após entender como o aplicativo alvo responde a tentativas de invasão, busca estabelecer conexões ativas com os sistemas que ele identificou como ativos, enviando consultas diretas. Em outras palavras, este é o momento em que o hacker ético interage com o sistema usando serviços como FTP, Netcat e Telnet.

Embora esta fase possa não resultar em sucesso imediato, o objetivo principal é testar os dados obtidos durante as etapas de coleta de informações e registrar as observações.

4. Tentativa de Manipulação e Exploração

O testador de penetração utiliza todas as informações coletadas nas etapas anteriores com um único objetivo: tentar obter acesso ao sistema alvo da mesma forma que um hacker mal-intencionado faria. Essa é a razão pela qual esta etapa é tão crítica. Ao projetar um programa de recompensas por bugs, os testadores devem pensar como hackers com intenções maliciosas.

Nesta fase, o pentester busca se infiltrar no sistema explorando o sistema operacional, as portas abertas, os serviços que as utilizam e os métodos de exploração possíveis, com base em suas versões. Como os portais e aplicativos baseados na web são compostos por muitos códigos e bibliotecas, a superfície de ataque é maior. Por essa razão, um bom testador de penetração deve considerar todas as possibilidades e empregar todos os vetores de ataque permitidos pelas regras.

É necessário profundo conhecimento e experiência para usar os métodos de exploração de forma eficaz e flexível, sem danificar o sistema e sem deixar rastros, durante o processo de invasão. Esta etapa do teste de penetração é, portanto, a mais crucial. Para que as equipes de computação forense possam agir em caso de ataque real, o hacker deve deixar rastros para serem seguidos.

5. Tentativa de Elevação de Privilégio

A força de um sistema é determinada pelo seu elo mais fraco. Se um hacker ético obtém acesso a um sistema, ele geralmente o faz com um usuário de baixa autoridade. Nesta fase, o testador de penetração busca obter acesso de nível administrativo, explorando vulnerabilidades no sistema operacional ou no ambiente.

Em seguida, eles devem procurar outros dispositivos na rede com esses privilégios recém-adquiridos e, eventualmente, obter acesso com os mais altos níveis de permissão, como Administrador de Domínio ou Administrador de Banco de Dados.

6. Relatórios e Apresentações

Após a conclusão das etapas de teste de penetração e programa de recompensas por bugs, o testador de penetração ou caçador de bugs deve apresentar um relatório detalhado para a organização, descrevendo as vulnerabilidades de segurança encontradas no sistema, as etapas realizadas e como as vulnerabilidades foram exploradas. Isso deve incluir informações como capturas de tela, exemplos de código, etapas do ataque e as possíveis consequências da vulnerabilidade.

O relatório final deve também propor soluções para cada falha de segurança. A sensibilidade e a confidencialidade do teste devem ser mantidas. O hacker ético nunca deve compartilhar informações confidenciais obtidas durante o processo, nem abusar delas ao fornecer informações falsas, o que geralmente é ilegal.

Por que o teste de penetração é importante?

O objetivo final do teste de penetração é revelar o nível de segurança da infraestrutura de um sistema, do ponto de vista de um atacante, e corrigir todas as vulnerabilidades. Além de identificar pontos fracos na postura de segurança de uma organização, ele também avalia a relevância da sua política de segurança, testa a conscientização da equipe sobre questões de segurança e determina a eficácia da implementação dos princípios de segurança cibernética.

Os testes de penetração estão se tornando cada vez mais importantes. Para avaliar a segurança de infraestruturas corporativas e aplicativos pessoais, é essencial buscar o apoio de testadores de penetração éticos e certificados.