Cazaquistão Se Afasta da Rússia: China Lidera Novas Parcerias de Energia na Ásia Central

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By luis

Uma significativa reorientação das parcerias energéticas está em curso na Ásia Central, à medida que as crescentes restrições financeiras da Rússia erodem a sua influência estratégica. Esta dinâmica está a compelir nações como o Cazaquistão a virar-se para novas alianças, particularmente nos setores críticos de energia nuclear e térmica, onde as corporações estatais russas enfrentam dificuldades crescentes de financiamento.

  • A Rosatom, agência nuclear estatal russa, enfrenta dificuldades financeiras que comprometem novos projetos de grande escala.
  • Um alto funcionário da Rosatom confirmou a necessidade de apoio estatal para projetos pós-2027.
  • O Cazaquistão cancelou um contrato de usina térmica de US$ 2,7 bilhões com a Inter RAO russa devido à falta de financiamento.
  • O Cazaquistão está a estreitar laços com a China, com acordos com a CNNC para uma segunda e terceira usina nuclear.
  • Esta mudança estratégica sinaliza a perda de confiança na Rosatom como parceira financeiramente fiável para a infraestrutura energética crítica.

O Contexto da Pressão Financeira Russa

A Rosatom, agência nuclear estatal russa, enfrenta uma considerável tensão financeira, levantando dúvidas sobre a sua capacidade para novos projetos de grande escala, incluindo a primeira usina nuclear planeada no Cazaquistão. Andrei Petrov, um alto funcionário, confirmou que a Rosatom necessitará de apoio estatal para os seus projetos após 2027. O CEO Alexei Likhachev atribui estas limitações às sanções internacionais, que impactam empreendimentos complexos e intensificam a concorrência da China em áreas como as usinas nucleares flutuantes.

A Reorientação Estratégica do Cazaquistão

O Cazaquistão tem respondido de forma decisiva, cancelando um contrato de usina térmica de US$ 2,7 bilhões com a Inter RAO, empresa estatal russa. O vice-primeiro-ministro Roman Sklyar afirmou que a incapacidade da Inter RAO de garantir o financiamento prometido levou o Cazaquistão a prosseguir estes projetos de forma independente. Este evento também levanta preocupações para o acordo proposto da usina nuclear com a Rosatom, que igualmente depende de financiamento estatal russo.

Simultaneamente, o Cazaquistão está a fortalecer os laços com a China, anunciando acordos com a China National Nuclear Corporation (CNNC) para uma segunda e terceira usina nuclear. Esta mudança estratégica indica que a Rosatom já não é vista como uma parceira com financiamento fiável para infraestruturas energéticas críticas, alinhando-se com os objetivos de diversificação energética do Cazaquistão no meio de realidades geopolíticas em evolução.

Implicações Regionais e a Ascensão da China

Esta dinâmica em evolução ilustra uma clara erosão da influência regional de Moscovo. À medida que as pressões fiscais da Rússia se intensificam, a sua capacidade como parceiro principal no desenvolvimento energético diminui, criando um vácuo estratégico que a China está a preencher rapidamente. Esta tendência remodela fundamentalmente o panorama da segurança energética e do desenvolvimento de infraestruturas críticas na Ásia Central.